Estudo comparativo sobre tétano

Você sabe tudo sobre tétano? E o que você pensa sobre a divulgação dessa doença?

Neste blog, já falamos sobre essa doença grave, causada por uma bactéria anaeróbica (leia o post clicando aqui e saiba mais). Agora, estamos colocando aqui um banner que contem um estudo comparativo sobre o conhecimento popular sobre tétano.

Para realizar esse estudo, entrevistamos com 100 pessoas. Nessa entrevista, fizemos 10 perguntas relacionadas a conhecimentos gerais sobre a doença, sua principal profilaxia e a divulgação de suas informações.

Clique na figura e veja os resultados desse estudo, nossas discussões e conclusões. Aproveite para se informar! ;D

REINO PLANTAE

O Reino Plantae é representado por mais de 300 mil espécies de vegetais que exibem enorme diversidade, consequência de sua excepcional capacidade de adaptação aos mais diferentes meios, especialmente o terrestre. Todos os vegetais são eucariontes, pluricelulares e autótrofos fotossintetizantes; suas células apresentam parede celular composta por celulose e a substância de reserva energética é o amido.

As plantas são divididas em dois grandes grupos:

a) criptógamas (cripto = escondido; gamae = gameta) – plantas que possuem as estruturas produtoras de gametas pouco evidentes;

b) fanerógamas (fanero = visível) – plantas que possuem estruturas produtoras de gametas bem visíveis. Todas desenvolvem sementes e por isso são também denominadas espermatófitas (sperma = semente).

As criptógamas são divididas em dois grupos:

a) briófitas – criptógamas que não possuem vasos especializados para o transporte de seiva; são plantas de pequeno porte;

b) pteridófitas  – criptógamas que possuem vasos condutores de seiva.

Por possuírem vasos, as pteridófitas e as fanerógamas são chamadas de plantas vasculares ou traqueófitas.

As fanerógamas também são divididas em dois grupos:

a) gimnospermas  (gimno = nu) – possuem sementes, mas não formam frutos. Suas sementes são chamadas “nuas”, pois não estão abrigadas no interior de frutos (daí a denominação do grupo);

b) angiospermas (angio = urna) – possuem sementes abrigadas por frutos, que são resultantes do desenvolvimento do ovário da flor.

************ BRIÓFITAS *************

As briófitas são representadas pelos musgos, hepáticas e antóceros. São vegetais na maioria terrestres, de lugares úmidos, que cobrem extensas camadas de solo à sombra, sobre rochas e até troncos de árvores. Podem também ser encontrados em água doce, mas não se conhece nenhuma espécie marinha.

Esse grupo representa o início da conquista vegetal do meio terrestre e, apesar de algumas pequenas adaptações a esse ambiente, ainda depende de um bom suprimento de água.

O corpo vegetativo do musgo é formado basicamente por três estruturas:

a) rizóides – filamentos unicelulares (nas hepáticas) ou pluricelulares (nos musgos) responsáveis pela absorção de água e sais e a fixação no ambiente;

b) caulóide – pequena haste de onde partem os filoides;

c) filóides -estruturas clorofiladas capazes de realizar fotossíntese.

As briófitas são plantas avasculares, pois não possuem sistema de vasos condutores de seiva, sendo o transporte de água lento, realizado por osmose, de célula a célula. Isso limita seu tamanho a apenas alguns centímetros.

A reprodução sempre ocorre por um ciclo de alternância de gerações: o gametófito é haplóide e autótrofo. O esporófito é diplóide e cresce sobre o gametófito; depende dele para a nutrição. É importante destacar que, nas briófitas, o gametófito é a fase mais desenvolvida do ciclo.

Musgos

Os musgos geralmente cobrem extensas camadas de solo úmido, rochas, ou, ainda, troncos de árvores. São relativamente pequenos e têm um frágil caulóide ereto, sem tecidos de sustentação e sem vasos condutores, ao qual se prendem pequenos e finos filoides, capazes de absorver a água diretamente do meio. Suas células são ricas em cloroplastos. Esses gametófitos brotam a partir de um conjunto de filamentos ramificados subterrâneos, os protonemas (haplóides). Em certas épocas do ano, apresentam no ápice apenas anterídios (gametângios masculinos) ou arquegônios (gametângios femininos), sendo, portanto plantas dióicas, isto é, de sexos separados.

Cada anterídio ovalado é protegido por uma camada de células epidermais e produz muitos anterozóides biflagelados. O arquegônio também tem uma epiderme e na sua região basal mais dilatada abriga uma única oosfera. No canal do arquegônio há as células colares do canal e a célula ventral, que se dissolvem antes da fecundação e são responsáveis pela atração dos anterozóides (quimiotactismo). Os anterozóides são jogados no ápice da planta feminina por borrifos de água das chuvas, e, ao penetrarem nos arquegônios, fecundam as oosferas, dando origem a zigotos. O zigoto, por intermédio de mitoses, dá origem a um esporófito (2n) denominado esporogônio, que é parasita do gametófito e tem três partes:

a) haustório – fixa o esporogônio no gametófito feminino, garantindo a absorção do alimento;

b) seta – filamentar, longa;

c) cápsula – um grande esporângio, de alguns milímetros, no ápice da seta. É nela que se originam os esporos haplóides, por meioses.

O crescimento do esporogônio (2n) se inicia dentro do arquegônio, de forma que os tecidos haplóides deste último permanecem sobre a cápsula, formando uma espécie de capuz, a caliptra. Com a cápsula madura, cai a caliptra que lhe cobria a abertura, e os numerosos e microscópicos esporos podem ser expelidos com o auxílio da ação de filamentos higroscópicos que se torcem, devido à desidratação. Caindo na terra úmida, cada esporo germina, formando um protonema haplóide, filamentar, do qual brotarão novos gametófitos masculinos ou femininos.

Hepáticas

São as briófitas mais simples, cujos talos verdes e laminares parecem algas, fixando-se no solo úmido com o auxílio de inúmeros rizóides. Um gênero muito comum é Marchantia, de talo rasteiro, verde, com ramificações dicotômicas (crescimento bifurcado). Na superfície desse talos, que correspondem aos gametófitos, há dois tipos de órgãos reprodutores:

a) Pequenos cálices

São os contraceptáculos, no interior dos quais se originam inúmeros propágulos para a reprodução assexuada. Cada pequeno propágulo é pluricelular, verde e em forma de 8; ao sair do contraceptáculo e cair no solo, origina um novo talo. Esta reprodução é independente da alternância de gerações.

b) Chapéus (anteridióforos e arquegonióforos)

Os chapéus masculinos produzem na superfície alguns anterídios, e os chapéus femininos produzem na região inferior alguns arquegônios. Os talos são dióicos, isto é, têm um único sexo e correspondem ao gametófito. O ciclo é semelhante ao dos musgos, pois há também a geração esporofítica representada por pequenos esporângios formados nos chapéus femininos após a fecundação das oosferas no interior dos arquegônios.

************ PTERIDÓFITAS ************

As pteridófitas deram um grande passo evolutivo na conquista do meio terrestre, pois são os primeiros vegetais vasculares, sendo capazes, portanto, de transportar facilmente a água das raízes para seus órgãos aéreos: o caule e as folhas. Assim, podem ser plantas maiores do que as briófitas e dependem, para a fecundação, unicamente da umidade do solo, onde se desenvolve seu gametófito.

O sistema vascular é formado por um conjunto de vasos lenhosos, ou traquéias (xilema), que transportam água e sais absorvidos pelas raízes, e vasos liberianos (floema), que transportam uma solução orgânica com os produtos da fotossíntese. Uma importante especialização dos vasos lenhosos é a impregnação de suas paredes por uma substância de grande resistência, a lignina, proporcionando a sustentação mecânica do caule e das nervuras das folhas.

Dentro da divisão de pteridófitas, temos a classe das licoponídeas, a classe das equisetíneas e a classe das filicíneas; nesta última estão incluídas as mais de 12 mil espécies de samambaias e avencas, pteridófitas mais conhecidas.

O grupo das pteridófitas é bem diversificado, abrangendo formas pequenas, de caules prostrados, plantas herbáceas, arborescentes, epífitas e até mesmo aquáticas flutuantes. Para melhor situarmos o grupo, podemos nos referir às samambaias como seus representantes mais comuns.

Elas geralmente têm folhas bem desenvolvidas que, quando novas, apresentam-se enroladas (báculos), porque o crescimento da face inferior é maior do que o da face superior. Tais folhas na maioria das espécies são compostas, penadas.

As samambaias possuem raízes, caules e folhas. O caule das atuais pteridófitas é em geral subterrâneo (rizoma), com desenvolvimento horizontal. Mas, em algumas pteridófitas, como os xaxins, o caule é aéreo. Em geral, cada folha dessas plantas divide-se em muitas partes menores chamadas folíolos. O corpo vegetativo é chamado cormo, termo oposto a talo dos vegetais mais simples, avasculares. São os primeiros vegetais a apresentar raízes verdadeiras.

O esporófito é representado justamente por esse corpo vegetativo mais desenvolvido que o gametófito e independente dele. O gametófito é sempre chamado prótalo; este possui rizóides e cresce no solo úmido.

O prótalo é sempre a fase gametofítica, menos desenvolvida, não importando o tamanho, a localização, o auto ou heterotrofismo. Gametófito e esporófito são independentes.

Apesar de serem plantas na maioria terrestres, a fecundação ainda depende de água do meio ambiente.Os anterozóides devem nadar para alcançar o s arquegônios. Geralmente, esses anterozóides são pluriflagelados.

Ciclo reprodutivo da samambaia

Numa samambaia comum (que vai servir de exemplo), a planta inteira, com raízes, caules e grandes folhas, corresponde ao esporófito, sendo, portanto, a geração produtora de esporos. Nesta planta, as folhas têm função dupla: fotossíntese e reprodução, o que não ocorre em todas as espécies.

Na face inferior dos folíolos há vários grupos de esporângios reunidos sob a forma de soros. Normalmente, os soros não são protegidos, mas em algumas espécies há uma capa protetora, o indúzio.

Cada esporângio é uma estrutura característica, arredondada, com um pedúnculo, uma faixa de células reforçadas (annulus) e uma região de abertura, o estômio. No interior do esporângio, muitas células-mães dos esporos sofrem meiose e originam dezenas de esporos haplóides, iguais entre si. Daí falar-se em isosporia (iso= “igual”).

As células do annulus, perdendo água em atmosfera seca, deformam-se, murcham e determinam tensões na região do estômio, que se rompe, expulsando os esporos. Caindo no solo úmido, cada esporo que germina produz um prótalo (gametófito) verde, laminar, fotossintetizante, cordiforme (forma de coração), com cerca de 1 cm. Na face inferior, o prótalo tem um tufo de rizóides e dois grupos de gametângios (anterídios e arquegônios). Por ruptura dos anterídios, libertam-se no solo os anterozóides pluriflagelados, os quais, pela película úmida que envolve o prótalo, atingem a abertura dos arquegônios. O deslocamento dos anterozóides depende de um quimiotactismo e basta um arquegônio ter uma oosfera fecundada para formar-se um zigoto. Ainda preso ao prótalo, o zigoto, por mitose, dá origem a um novo esporófito, inicialmente com uma raiz e uma pequena folha.

 Heterosporia

Selaginella é uma planta delicada, herbácea, ramificada e com folhas pequenas. Do caule partem ramos sem folhas, os rizóforos, que o prendem ao solo emitindo raízes.

Assim como outras licoponídeas, a Selaginella apresenta esporângios agrupados em estróbilos localizados na extremidade de alguns ramos. Num mesmo estróbilo existem megasporângios e microsporângios protegidos por folhas, respectivamente chamadas megasporófilos e microsporófilos. No interior do megasporângio, uma única célula-mãe dos esporos (esporócito) dá origem, por meiose, a quatro megásporos. No microsporângio há muitas células-mães dos esporos que, também por meiose, originam grupos de quatro micrósporos. Selaginella é, portanto, uma planta heteróspora. Na heterosporia, os gametófitos (prótalos) são dióicos, isto é, há dois tipos de prótalos, um só masculino (micro), outro feminino (mega), que se desenvolvem no solo. Aí, o megaprótalo pode ter a oosfera fecundada no interior de um arquegônio, e o zigoto resultante dará origem a uma nova plantinha, o esporófito (2n).

************ GIMNOSPERMAS ************

A conquista definitiva do ambiente terrestre pelas plantas ocorreu com o surgimento de elementos que permitiram a fecundação sem a necessidade de água para o deslocamento do gameta masculino. As primeiras plantas a apresentarem essa condição foram as gimnospermas.

As gimnospermas são plantas terrestres que vivem, preferencialmente, em ambientes de clima frio ou temperado. Nesse grupo incluem-se plantas como pinheiros, sequóias e ciprestes.

O esporófito é a geração mais desenvolvida, ficando o gametófito (prótalos) reduzido, microscópico. O esporófito é, portanto, representado pela raiz, caule, folhas, flores (estróbilos) e sementes.

Os cones ou estróbilos femininos produzem muitas folhas modificadas, os megasporófilos, em forma de escamas protetoras dos megasporângios. Estes, denominados óvulos, possuem apenas um megásporo, que, ao germinar, produz um tecido, o megatrópolo, onde se formam alguns arquegônios, cada um com uma oosfera (gameta feminino).

Os cones ou estróbilos masculinos também produzem folhas modificadas, os microsporófilos, cada um contendo microsporângios (sacos polínicos). Os micrósporos aí produzidos em grande número dão origem aos grãos de pólen, que  são levados pelo vento (polinização anemófila) e podem cair sobre a abertura de um óvulo, onde germinam, formando um tubo polínico (microprótalo). O crescimento desse tubo leva diretamente seus núcleos masculinos ao encontro de uma oosfera, fecundando-a no interior de um arquegônio. É importante observar que nas coníferas não existem mais anterozóides, apenas núcleos (gametas masculinos), não havendo, portanto, dependência de nenhum líquido para a fecundação. É a chamada sifonogamia (sifon = tubo; gamia = união). Como num óvulo há vários arquegônios, nele podem se formar vários embriões, processo chamado poliembrionia. Dos embriões, no entanto, apenas um se desenvolve, protegido no interior da semente. Assim, a semente se origina de um óvulo fecundado.

Os óvulos das gimnospermas apresentam basicamente:

a) integumento – uma membrana protetora, aberta no ápice (micrópila);

b) saco embrionário – é o tecido com arquegônios, que corresponde ao gametófito feminino (prótalo), haplóide;

c) endosperma primário – é um tecido de reserva, haplóide, que será utilizado como material nutritivo para germinação. Ele envolve o saco embrionário e se desenvolve muito, constituindo a maior parte da semente madura. No pinhão, por exemplo, é toda a parte comestível, rica em amido.

Abaixo, ciclo reprodutivo do Pinus, gênero de conífera.

Além do filo Conipherophyta (coníferas: pinheiros e araucárias), há outros três filos de gimnospermas: o Cycadophyta (cicanídeas: Cycas sp.), o Ginkgophyta (cujo único representante vivo é o Ginko biloba, uma planta medicinal), e o Gnetophyta (Gnetum). As cicanídeas se assemelham a palmeiras e formam estróbilos, masculinos ou femininos, na ponta do caule, circundados por grandes folhas. Nessas plantas ainda existem anterozóides, e a fecundação, portanto, depende da secreção de líquidos numa câmara polínica, logo abaixo da micrópila, no óvulo.

************ ANGIOSPERMAS************

As angiospermas são o grupo mais recente surgido na história evolutiva das plantas, com mais de 250 mil espécies. Elas apresentam raízes, caules, folhas, flores, sementes e frutos. Este último é exclusivo do grupo, sendo formado a partir de folhas modificadas (carpelos), que correspondem aos megasporófilos das gimnospermas e que crescem envolvendo os óvulos.

As angiospermas são divididas em dois grandes grupos:

a) monocotiledôneas: possuem raiz curta, folhas com nervuras paralelas, semente com 1 cotilédone, flores trímeras (múltiplas de 3), ciclo de vida curto e crescimento primário. Exemplos: gramíneas, arroz, milho, cana;

b) eudicotiledôneas: possuem raiz longa, folhas com nervuras geralmente reticuladas, sementes com 2 cotilédones, flores tetrâmeras ou pentâmeras (múltiplas de 4 ou 5), ciclo de vida longo, crescimento secundário e podem apresentar caule lenhoso. Exemplos:  amendoim, feijão, soja, roseira.

As flores, suas partes e classificações

As flores são os órgãos reprodutores das angiospermas, originadas de uma série de modificações das folhas. Podem apresentar as seguintes partes:

1 – pedúnculo: liga a flor ao resto do ramo.
2 – receptáculo: dilatação na zona terminal do pedúnculo.
3 – sépala: geralmente são verdes; o conjunto de sépalas forma o cálice.  Sua função é proteger a flor quando em botão.
4 – pétala: geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais; o conjunto de pétalas forma a corola.
5 – antera
6 – filete
Antera e filete constituem o estame. O conjunto de estames forma o androceu, parte masculina da flor.
7 – estigma: zona alargada que recebe os grãos de pólen. Geralmente é mais alto que as anteras, para dificultar a autopolinização.
8 – estilete: prolongamento do carpelo, zona estreita.
9 – ovário: zona alargada oca inferior.
10 – óvulo
O estigma, o estilete, o ovário e o óvulo constituem o carpelo. O conjunto de carpelos forma o gineceu, parte feminina da flor.

A polinização é de suma importância para a reprodução e continuação das espécies de angiospermas. De acordo com o tipo de polinização que as flores sofrem, elas são classificadas em anemófilas (polinizadas pelo vento), antropófilas (polinizadas pelo homem), entomófilas (polinizada por insetos), ornitófilas (polinizadas por pássaros) e quiropterófilas (polinizadas por morcegos).

Quanto ao sexo, as flores podem ser classificadas em monóclinas (hermafroditas), diclinas ou estéreis. As flores monóclinas possuem androceu e gineceu; já as flores diclinas possuem apenas androceu ou gineceu. As flores estéreis não possuem gineceu nem androceu, ou possuem, mas não são férteis.

Ciclo reprodutivo de uma angiosperma

Nas angiospermas, o esporófito continua sendo a geração mais desenvolvida, a planta completa.

As flores produzem os micrósporos (grãos de pólen), nos estames, e os megásporos, no interior dos óvulos, ambos resultantes de meioses. O megásporo se desenvolve produzindo o chamado saco embrionário, que não tem mais arquegônios e é apenas uma grande célula com oito núcleos haplóides livres no citoplasma. Um desses núcleos é a oosfera (gameta feminino), e dois outros, que permanecem pareados no meio da célula, são os núcleos polares. Os cinco restantes são estéreis, não-funcionais.

Os estames, também folhas modificadas, têm anteras dotadas de sacos polínicos, onde ocorrem muitas meioses, resultando delas grande número de grãos de pólen haplóides. Cada um é uma célula de parede dupla, resistente, com dois núcleos: um vegetativo e um gerador. Com a germinação do pólen sobre o estigma, cresce pelo interior do estilete um longo tubo polínico, que tem na ponta um núcleo vegetativo e dois núcleos masculinos (núcleos espermáticos), resultantes da divisão do núcleo gerador. É importante frisar que estes, e não os grãos de pólen, são os gametas masculinos.

Os dois núcleos masculinos, uma vez liberados no interior do saco embrionário, fecundam simultaneamente a oosfera (originando um zigoto diplóide) e os dois núcleos polares (originando um núcleo triplóide), o que constitui a chamada dupla fecundação.

Enquanto o zigoto forma o embrião e um ou dois cotilédones (folhas modificadas contidas na semente que podem ou não armazenar reservas orgânicas), o núcleo triplóide produz um tecido de reserva, o endosperma secundário. Ele difere do endosperma primário das gimnospermas porque só é produzido se houver fecundação.

Completada a dupla fecundação, os integumentos do óvulo se transformam, dando origem à casca da semente. É importante lembrar que isso acontece dentro do ovário, em cada um dos óvulos atingidos por um tubo polínico, e que cada óvulo fecundado, portanto, se desenvolve, originando uma semente. As sementes passam a produzir hormônios que estimulam o crescimento das paredes do ovário, originando-se deste o fruto.

É isso, galera. O post ficou enoooorme, mas é o que a gente queria falar pra vocês sobre esse reino tão diversificado que é o reino Plantae.

Em breve, estaremos colocando alguns exercícios sobre esse assunto… Aguardem!😉

Pra variar, uma história em quadrinhos!

Queridos leitores… Há quanto tempo!!! ;D Nossas sinceras desculpas pelos dois meses sem posts.

Nesse post, trouxemos uma HQ sobre a amebíase, doença provocada por um protozoário. Confira aí:

 

Então, pessoal, na nossa HQ a salada saiu como vilã da história, mas não é bem isso que a gente quer mostrar aqui. Salada faz bem SIM, desde que as verduras estejam bem lavadas. Se você, assim como o Gabriel, almoça em restaurante, procure saber a procedência dos alimentos, se a higiene por parte dos funcionários é bem feita… Muitas doenças são transmitidas da mesma forma que a amebíase, pela ingestão de água e alimentos contaminados.

Ficar doente por uma bobeira dessas, não dá!

Até o próximo post! o/

Classificação das bactérias (Método de Gram + Morfologia)

Criado pelo médico dinamarquês Hans Christian Joachim Gram (1853-1938) em 1884, o método de Gram é uma técnica de coloração diferencial que permite diferenciar, por meio de miscroscopia óptica, os dois principais grupos de bactérias.

Gram obteve, com a coloração realizada, uma melhor visualização das bactérias em amostras de material infectado. Entretanto, observou que nem todas as bactérias coravam com este método, o que o levou  a sugerir a possibilidade de ser usado um contrastante. O cientista morreu sem que reconhecessem a importância de seu método. Atualmente, esta técnica é fundamental para a taxonomia e identificação das bactérias, sendo utilizada como técnica de rotina em laboratórios de bacteriologia.

O método de Gram consiste em expor as bactérias à seguinte sequência:

Corante primário: violeta de cristal – Cora o citoplasma de púrpura, independente do tipo de bactéria.

Mordente: solução de iodo – Aumenta a afinidade entre o violeta de cristal e a bactéria e forma com o corante um complexo insolúvel dentro da bactéria.

Agente descolorante: álcool, acetona ou ambos – Dissolvem lipídios.

Contrastante: safranina ou fucsina básica – Cora o citoplasma de vermelho.

Se ao fim desta sequência, a bactéria adquirir coloração púrpura, ela é classificada como Gram positiva. Caso adquira coloração vermelha, sua classificação é de Gram negativa.

Estudos de microscopia eletrônica e análises bioquímicas permitiram concluir que a parede celular bacteriana é a estrutura responsável pelo diferente comportamento das bactérias ao método de Gram.

As bactérias Gram positivas apresentam uma parede espessa, homogênea, geralmente não estratificada e predominantemente constituída por peptidoglicano. Esta camada espessa de peptidoglicano retém, no interior da bactéria, o complexo insolúvel que se forma pela ação do mordente. Logo, estas bactérias não são descoradas, permanecendo com a coloração conferida pelo corante primário (púrpura).

Parede celular de uma bactéria Gram positiva

As bactérias Gram negativas apresentam uma parede estratificada constituída por uma membrana externa e por uma camada mais interna que contém peptidoglicano; esta camada é  mais fina do que a camada encontrada nas bactérias Gram positivas.

Parede celular de uma bactéria Gram negativa

Nas bactérias Gram negativas, então, o complexo insolúvel formado pela ação do mordente é removido (a membrana externa é parcial ou totalmente solubilizada pelo agente descolorante e a fina camada de peptidoglicano não retém corante o suficiente para dar a coloração púrpura) e as bactérias ficam descoradas, corando de vermelho pela ação do contrastante.

Vale comentar que embora uma bactéria Gram negativa nunca possa corar positivamente pelo Gram, uma bactéria estruturalmente Gram-positiva pode corar negativamente se a sua parede de peptidoglicano for destruída ou danificada (exemplo: envelhecimento celular ou ação de lisozimas).

Além de serem classificadas em Gram positivas ou Gram negativas, as bactérias também são organizadas observando-se seu formato. Veja alguns tipos de bactérias:

COCOS – bactérias de formato arredondado

COCOS

 

 DIPLOCOCOS – cocos que formam colônias aos pares

DIPLOCOCOS
ESTAFILOCOCOS – cocos que, formando colônias, dispõe-se de maneira semelhante a cachos de uva
ESTAFILOCOCOS
ESTREPTOCOCOS – cocos que, formando colônias, ficam enfileirados

ESTREPTOCOCOS

BACILOS – bactérias em formato de bastonete
BACILOS GRAM POSITIVOS

BACILOS GRAM NEGATIVOS

 

 
 
DIPLOBACILOS – bacilos que formam colônias aos pares

DIPLOBACILOS
ESTREPTOBACILOS – bacilos que, formando colônias, dispõem-se em filas

ESTREPTOBACILOS

TÉTANO

Espasmos musculares de um paciente que sofre de tétano. Pintado por Sir Charles Bell, 1809

O tétano é uma doença infecciosa grave que frequentemente pode levar à morte; pode acometer indivíduos de qualquer idade. É causada pela neurotoxina tetanospasmina, que é produzida por uma bactéria anaeróbica e Gram-positiva, a Clostridium tetani, encontrada comumente no solo sob a forma de esporos (formas de resitência). Já no século V a.C tem-se registro de ocorrência de tétano: Hipócrates escreve dando inúmeras descrições clínicas da doença. Sua causa, entretanto, só foi descoberta em 1884, por Carle e Rattone.

TRANSMISSÃO

O tétano não é transmitido de uma pessoa para outra; pode ser adquirido através da contaminação de ferimentos (tétano acidental), inclusive os crônicos (como úlceras varicosas) ou do cordão umbilical (tétano neonatal).

Clostridium tetani, agente etiológico do tétano

Os esporos do Clostridium tetani são encontrados habitualmente no solo e, sem causar o tétano, nos intestinos e fezes de animais (cavalos, bois, carneiros, porcos, galinhas, etc.). Também podem ser encontrados, principalmente em áreas rurais, na pele, no intestino e fezes de seres humanos, sem causar a doença. Quando em condições anaeróbicas, como ocorre em ferimentos, os esporos germinam para a forma vegetativa do Clostridium tetani, que se multiplica e produz a tetanospasmina, que é disseminada através do sistema circulatório (sanguíneo e linfático).  A tetanospasmina é uma neurotoxina extremamente potente, capaz de ser letal para seres humanos em doses de 2,5 nanogramas por quilo de peso.

Tétano acidental

O tétano acidental é adquirido através da contaminação de ferimentos (mesmo pequenos) com esporos  do Clostridium tetani, que são encontrados no ambiente (solo, poeira, esterco, superfície de objetos – principalmente quando metálicos e enferrujados).

Tétano neonatal

As gestantes que nunca foram vacinadas, além de estarem desprotegidas, não passam anticorpos protetores para o filho, o que acarreta risco de tétano neonatal para a criança com até 28 dias de idade. O tétano neonatal (também chamado de tétano umbilical, “mal dos sete dias”) é adquirido quando ocorre contaminação do cordão umbilical com esporos do Clostridium tetani. A contaminação pode ocorrer durante a secção do cordão com instrumentos não esterilizados ou pela utilização subseqüente de substâncias contaminadas para realização de curativo no coto umbilical (esterco, fumo, pó de café, teia de aranha, etc.).

SINTOMAS

O período de incubação pode variar de 3 a 21 dias (sendo o mais comum 8 dias). Em casos de recém-nascidos, o período de incubação é de 4 a 14 dias, sendo 7 o mais comum. Na maioria dos casos, quanto mais afastada do sistema nervoso estiver a ferida, mais longo é o período de incubação. O período de incubação e a probabilidade de morte são inversamente proporcionais.

O tétano é caracterizado pelos espasmos musculares e suas complicações. Eles são provocados pelos mais pequenos impulsos, como barulhos e luzes, e continuam durante períodos prolongados. O primeiro sinal de tétano é o trismus, ou seja, contração dos músculos mandibulares, não permitindo a abertura da boca. Isto é seguido pela rigidez do pescoço, costas, risus sardonicus (riso causado pelo espasmo dos músculos em volta da boca), dificuldade de deglutição, rigidez muscular do abdômen, opstotóno (espasmo em que se recurvam para trás a cabeça e os calcanhares, arqueando-se para diante o resto do corpo). O paciente permanece lúcido e sem febre. A rigidez e espasmos dos músculos estendem-se de cima para baixo no corpo.

Sinais típicos de tétano incluem uma elevação da temperatura corporal de entre 2 a 4 °C, diaforese (suor excessivo), aumento da tensão arterial, taquicardia. Complicações da doença incluem espasmos do diafragma, fraturas de ossos longos por causa de espasmos violentos e hiperatividade do sistema nervoso autônomo. Cerca de 30% dos casos são fatais, por asfixia devido a espasmos contínuos do diafragma.

TRATAMENTO

cavalo faz parte da produção do soro antitetânico

O tratamento do tétano é feito com o doente internado em hospital. É dada a ele a imonuglobulina antitetânica (de origem humana). O soro antitetânico (produzido em cavalos) é dado apenas quando esta está em falta, uma vez que a presença de proteínas de origem animal na composição do soro torna mais provável a ocorrência de reações alérgicas. Também são dados relaxantes musculares, como o curare. A penicilina e o metronidazol eliminam as bactérias, mas não têm efeito na tetanospasmina. Os depressores do sistema nervoso central Diazepam e DTP agem reduzindo a ansiedade e resposta espásmica aos estímulos. Cuidados gerais são tomados para não estimular o paciente, mantendo-o na penumbra e com pouco ruído (a fim de não estimular espamos). Realiza-se uma limpeza cirúrgica do ferimento.

O período de internação de uma pessoa com tétano é prolongado e geralmente fica entre três e quinze semanas. Os custos do tratamento são extremamente elevados.

PREVENÇÃO

bebês devem ser vacinados aos dois meses

Como não é possível eliminar os esporos do Clostridium tetani do ambiente, para prevenir a doença é essencial que todas as pessoas estejam adequadamente vacinadas (a vacinação é a principal forma de prevenção da doença).

A vacina contra o tétano foi desenvolvida em 1924. Ela está disponível nos Centros Municipais de Saúde para pessoas de qualquer idade. O esquema básico de vacinação na infância é feito com três doses da vacina tetravalente (DTP + Hib), que confere imunidade contra difteria, tétano, coqueluche e infecções graves causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (inclusive meningite), aos dois, quatro e seis meses, seguindo-se de um reforço com a DTP aos 15 meses e outro entre quatro e seis anos de idade.

Em adolescentes e adultos não vacinados, o esquema vacinal completo é feito com três doses da dT (vacina dupla), que confere proteção contra a difteria e o tétano. Para assegurar proteção permanente, além da série básica, é necessária a aplicação de uma dose de reforço a cada dez anos, uma vez que os níveis de anticorpos contra o tétano (e contra a difteria) vão se reduzindo com o passar do tempo.

A dT pode ser administrada com segurança em gestantes e constitui a principal medida de prevenção do tétano neonatal, não se eximindo a importância do parto em condições higiênicas e do tratamento adequado do coto umbilical. Para garantir proteção adequada para a criança contra o risco de tétano neonatal, a gestante que tem o esquema vacinal completo com a última dose feita há mais de cinco anos deve receber um reforço no sétimo mês da gravidez.

Independentemente de o esquema vacinal estar completo ou não, é essencial realizar a limpeza do ferimento com água e sabão, e a retirada corpos estranhos (terra, fragmentos metálicos e de madeira), até para evitar infecção secundária com outras bactérias. Se o indivíduo não estiver com o esquema completo, dependendo do tipo de ferimento, pode ser necessário que, além da vacina, receba também imunização passiva, feita com a imunoglobulina antitetânica, e na falta desta, com o soro antitetânico.

Vamos nos prevenir, tétano pode matar!

Mais um blog para você!

Cansado(a) de tentar estudar microbiologia e não conseguir aprender a matéria? Você a acha insuportável cansativa? Não entende nada do que lê?

“Seus problemas acabaram!”😛

Nós, autoras desse blog, estamos aqui para apresentar uma solução a você!
Além do nosso blog, que pode ajudá-lo (a) pra caramba, no blog do Mateus B. e do Rafael, você encontra muita informação, com uma linguagem simples, imagens interessantes, abordagem objetiva e um toque de humor… Tudo para contribuir com o seu aprendizado!

Gostou da nossa idéia? Então clique aqui e aproveite!

(Caso o simples “clique aqui” não funcione, copie e cole no seu navegador: http://www.mateusrafaelbioifes.wordpress.com )

E para dar a você uma “noção” do que você vai encontrar lá, vamos fazer um resuminho sobre o último post deles, que foi sobre a Gripe Aviária

A gripe (ou influenza) é uma virose, causada por 3 tipos de vírus: A, B e C. As aves são afetadas pelos vírus do tipo A; entretanto, quando se fala de gripe aviária, faz-se referência à variedade do vírus H5N1.Normalmente, as aves não transmitem gripe aos humanos, mas infelizmente o H5N1 “fugiu do normal”.

A doença foi notada pela primeira em 1997, em Hong Kong. Os infectados apresentavam, além dos sintomas típicos da gripe comum, infecção nos olhos; ocorreram seis mortes devido à gripe e cerca de 1,6 foram sacrificadas a fim de evitar uma pandemia. Em 2003, houve uma nova detecção dos vírus, dessa vez no Vietnã e na Tailândia. E de 2004 a 2006, a  doença foi encontrada na Indonésia, no Camboja, na Europa Oriental, na Turquia e na Nigéria.

Para saber mais sobre a gripe aviária (trasmissão, sintomas, profilaxia, tratamento), visite o blog do Mateus e do Rafael. Acesse: http://www.mateusrafaelbioifes.wordpress.com

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